E agora José?

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Ando por aí em novas viagens, não em estradas, mas em leituras que me permitem viajar e voar, hora para dentro, hora para fora, pois o movimento se faz cada dia mais necessário á minha natureza inquieta.

Deparei-me com este texto e quero compartilha-lo pois tanto falo ás minhas Lobas, e no entanto meus Lobos também estão "curtindo' suas fases, até mais "intensamente duvidosa" do que as nossas, pelo que andei observando na minha "tchurma".

Talvez este post se dirija apenas a uma determinada faixa etaria que chamarei aqui de "setênio" (divisão das etapas da vida de 7 em 7 anos), segundo a denominação da doutrina Antroposofica. Mas num momento onde um livro-fenômeno como 50 Tons de Pura Chatice fez tanto estardalhaço, talvez a moçadinha que não chegou ainda tão longe possa se interessar.

Não há conclusão sobre, mas espero gerar alguma reflexão.

O 8* setenio (42 a 56 anos) e a inversão sexual

"Tanto o homem como a mulher têm hormônios masculinos e femininos. No homem predominam os hormônios masculino e na mulher, os femininos. O mesmo fenômeno constatamos em nível psicológico, pois cada homem também tem uma parte de sua  alma  com características femininas,  que  C. G. Jung denomina de anima (a parte feminina na alma do homem). Cada mulher tem em sua alma também características masculinas, as quais Jung chama de animus. Ao longo da vida, o homem deveria conhecer e ativar a sua anima para desenvolver uma sensibilidade maior, poder entender a mulher (por que ela pensa, sente e age de tal maneira). A mulher, que desenvolveu ao longo de sua vida o seu animus, tem melhores condições de agir no mundo externo e maior possibilidade de entender o homem. Mas as pessoas que hoje estão no 8o setênio ( entre 42 e 56 anos)  pertencem a uma geração que sofreu fortes condicionamentos no 2o setênio a respeito dos papéis masculino e feminino na sociedade (menino não chora e não mostra os seus sentimentos; menina não brinca com os meninos na rua, não joga futebol e não trepa em arvores, pois isso não é feminino).

Desde pequenos fomos condicionados a desempenhar os papéis masculino e feminino conforme a sociedade da época exigia. Com a juventude de hoje isto já mudou bastante, no sentido positivo, pois cada um está muito menos preocupado em desempenhar papéis, buscando a sua forma pessoal de ser homem ou mulher. Mas com a carga deste condicionamento na infância (2o setênio), homens e mulheres tinham pouca consciência  e oportunidade de cultivar o lado anímico pertencente ao sexo oposto. Com o  declínio dos hormônios do próprio sexo, os hormônios do sexo oposto começam a entrar mais em evidencia. Isso significa que a mulher, após a menopausa, em torno dos 49 anos, torna-se mais masculina e o seu animus começa a tornar-se mais forte. No homem acontece o inverso: com o declínio dos hormônios masculinos em torno dos 56 anos, os femininos entram mais em evidencia e a anima se manifesta mais intensamente. No homem isso desperta sentimentos de ternura, enquanto na mulher provoca uma maior determinação para a ação.

Muitos homens tem dificuldades de lidar com este fenômeno. O despertar de uma maior ternura faz os homens sentirem necessidade de relacionamentos afetivos. Muitas vezes eles começam a se voltar mais para suas casas, suas famílias, mas nesta volta percebem que o ninho está vazio. Os filhos já tem a sua própria família, com seus próprios interesses e preocupações, e a esposa, que durante tantos anos o esperava em casa, cuidando dos filhos e do lar, resolveu tornar-se atuante no mundo externo, cheia de compromissos sociais e de trabalho, e com pouca disposição de cuidar do maridinho. Ouvimos de muitos homens nesta fase da vida a queixa de que se sentem enganados pela vida. Trabalharam arduamente, lutaram e conquistaram bens materiais (biografia! externa) mas hoje, pensando bem, eles não viram sequer os filhos crescerem.!

Talvez achem alguma compensação com os netinhos que começam a visitá-los ou então com uma amante mais jovem, meiga e disposta a ouvir as histórias de vida do “velho herói”.

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comentários (5)add comment

Regina comentou:

Fatima querida, voce sempre colocando o dedo na ferida. Texto absolutamente lucido e verdadeiro. Só estou me perguntando porque voce não emitiu sua opinião pessoal. Suas leitoras adorariam saber.rsrsrs
Beijos
20/11/2012

Lucas comentou:

Loba querida, uauuuu, voce captou a nossa mensagem! Não exatamente enganados pela vida, mas com mais ternura sim.
Parabens, mais um texto fabuloso que nos leva a reflexão.
Nao some.
abçs
20/11/2012

PC comentou:

Verdade...desde muito tempo ouço as estorias de que a vida muda a cada 7 anos. Algumas reflexões podem nos levar a conclusões e ensinamentos muito legais. O texto é ótimo. Vou tentar colocar em equilibrio meus dois lados. Muito legal.....BJS.
20/11/2012

telma comentou:

Ótimo texto, excelente reflexão. Quero muito acreditar que podemos deixar esse "setênio" produzir esses efeitos tão decisivos, ou simplesmente não assumí-los. Lutar para que nossa criança livre prepondere sobre eles; para que nossa "humanidade" e generosidade não se contaminem pelas desilusões.... Acho que é como sua academia - luta diária.
No mais, feliz por ler novamente esses seus excelentes posts! Bjs.
20/11/2012

Ana MariaGranzotto comentou:

Sei bem o que é isso, acho que já passei por todas as fases !!!!!!!!!! Bjssssssss
27/11/2012

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